Garra em cima, berço embaixo
O desenho é bem diferente dos suportes de ventosa ou de saída de ar. No alto há uma garra em forma de C, com almofadas de borracha verde dentro, feita para abraçar uma haste. Logo abaixo, um anel rosqueado com faixa verde serve para apertar e soltar o giro da peça.
Desse anel desce um braço preto em zigue-zague, com duas articulações marcadas por botões redondos prateados. Cada junta permite mudar o ângulo, o que deixa o celular mais perto ou mais longe, mais alto ou mais baixo.
Na ponta fica o berço do aparelho: uma base com textura parecida com fibra de carbono e duas abas laterais revestidas de borracha verde, que se abrem para receber o celular e o seguram pelas bordas. O conjunto é todo em plástico preto fosco, com o verde aparecendo só nos pontos de contato, como se marcasse onde a peça encosta.
O que muda para quem recebe
Muita gente dirige com o celular jogado no banco do passageiro e olha para baixo a cada curva para conferir o mapa. Um suporte coloca a tela na altura dos olhos e acaba com essa ginástica, que é desconfortável e arriscada.
A vantagem deste modelo está na garra. Em vez de depender de uma ventosa que descola no calor do painel ou de uma saída de ar que nem todo carro tem no lugar certo, ele se prende a uma haste. Pelo formato, a ideia é fixá-lo na base do retrovisor interno, deixando o celular pendurado abaixo dele, mas a garra também pode servir em outras barras do carro ou da casa.
Somado ao braço com duas juntas e ao giro de 360 graus, isso dá liberdade para encontrar a posição certa em carros muito diferentes, do hatch pequeno à caminhonete.
Em viagem, no aplicativo, no banco de trás
Pense no motorista de aplicativo que passa o dia aceitando corridas e precisa ver a próxima rota sem tirar a mão do volante. Ou na família que vai de carro para o litoral no feriado, com o trajeto do aplicativo de mapas aberto e a previsão de chegada sempre à vista.
O giro de 360 graus permite deixar a tela na vertical para o mapa ou na horizontal para ver a rota com mais área visível. Com o carro parado, também dá para apoiar uma videochamada sem segurar o aparelho.
- Navegação por GPS em viagens e entregas
- Corridas de aplicativo durante o expediente
- Vídeo para as crianças no banco de trás, se a garra encaixar nas hastes do encosto de cabeça
- Receitas ou vídeos em casa, preso à borda de uma prateleira ou cabeceira
Mais acessórios para o aparelho estão em outras opções de celular e acessórios.
Perfis que mais aproveitam
Representante comercial que roda a cidade inteira visitando clientes, motoboy que também dirige o carro da família no fim de semana, motorista recém-habilitado que ainda depende do GPS para tudo, o tio que faz a estrada para o interior todo mês. Para todos eles, o suporte resolve um problema concreto.
Há quem não vá usar. Carros mais novos com central multimídia e espelhamento do celular na tela do painel dispensam o suporte para mapas. E quem já tem um modelo de ventosa que funciona bem pode não ver motivo para trocar. Vale observar o carro da pessoa antes: se o celular vive no porta-copos, é sinal verde.
Datas que pedem um presente prático
No presente de amigo secreto, ele resolve o dilema de não conhecer bem quem foi sorteado: quase todo adulto que dirige vai encontrar uso, e não há tamanho de roupa nem gosto pessoal envolvido.
Para o pai que pega a estrada nas férias, ele entra com folga nas ideias de presente de Dia dos Pais, ainda mais se acompanhado de um carregador veicular. Como presente de aniversário, faz sentido para quem acabou de tirar a carteira ou comprar o primeiro carro, um momento em que todo acessório é bem-vindo.
No presente de Dia das Crianças, ele pode ser uma forma de levar o vídeo favorito para o banco de trás nas viagens longas, desde que a fixação funcione no encosto do carro da família. No Natal, vira lembrança certeira para quem vai viajar nas festas de fim de ano.
Como apresentar o suporte
A peça tem um formato comprido e cheio de ângulos, então uma caixa retangular funciona melhor que papel de presente direto sobre ela. Se vier na embalagem da loja, um laço por cima e uma etiqueta resolvem.
Para o cartão, uma frase com bom humor de estrada: "Agora o mapa fica onde deve, e você não precisa mais perguntar se é a próxima à direita."
Para montar um kit de motorista, junte um carregador de tomada veicular, um cabo mais comprido ou um pano de microfibra para limpar o painel. Quem quiser variar o presente encontra outros aparelhos e acessórios na página da categoria Tecnologia.
Para as juntas não afrouxarem
O ponto que mais sofre num suporte articulado são as juntas. Ajuste o ângulo com o celular fora do berço sempre que possível, sem forçar o braço com o aparelho pesado preso nele. Se as articulações tiverem botões de aperto, como sugerem os pinos redondos da foto, firme-os depois de achar a posição.
O sol forte no para-brisa pode ressecar as borrachas com o tempo. Limpe-as com pano úmido, sem álcool ou solvente, e, se o carro ficar muito tempo no sol, vale guardar o suporte no porta-luvas.
Confira antes de comprar
A compatibilidade depende de dois encaixes. Primeiro, o do carro: veja no anúncio qual a espessura de haste que a garra aceita e observe se o retrovisor do carro da pessoa tem uma haste acessível. Em alguns modelos, o retrovisor é colado direto no vidro ou fica muito rente ao teto.
Segundo, o do celular: confira a faixa de largura de aparelho que o berço comporta, principalmente se o celular for grande ou usar capa grossa.
Por fim, posicione o suporte de modo que não tape o campo de visão pelo para-brisa. O celular deve ficar visível, mas sem atrapalhar a direção.












