O que a caixa e o console mostram de fato
O console é uma versão pequena e cinza do formato clássico do Super Nintendo: tampo em dois tons de cinza, chave deslizante de ligar, botões retangulares de reset e ejetar, e duas entradas de controle na frente, ao lado de um pequeno LED vermelho. Os dois controles seguem o desenho da época, com direcional em cruz, botões Select e Start e quatro botões coloridos em azul, verde, vermelho e amarelo.
A caixa ajuda a entender o produto. Ela é preta, traz o nome Super Mini SFC, a inscrição "Classic Mini TV Game", o selo "620 games", a indicação de controle de 8 pinos, o ícone de saída AV e a faixa de 110 V a 220 V.
Esse detalhe é importante: embora o anúncio use o nome Super Nintendo, a embalagem da foto não é da Nintendo. Trata-se de um console genérico de visual inspirado no clássico, não do relançamento oficial da fabricante japonesa.
Por que ele funciona como presente
A força está na memória afetiva. Quem passou a infância soprando cartucho reconhece o formato do controle antes mesmo de abrir a caixa, e esse reconhecimento é metade da alegria do presente.
Outro mérito é a simplicidade. Não há conta para criar, atualização para baixar ou loja virtual para navegar: liga na TV, escolhe o jogo no menu e começa. Para avós e crianças pequenas, isso faz diferença.
Os dois controles também contam. Muitos jogos dessa geração foram feitos para dois jogadores lado a lado no sofá, e o kit já vem pronto para a disputa entre irmãos ou entre pai e filho, sem compra extra de acessório.
Por fim, o tamanho. O console cabe na palma da mão e some na estante ao lado da TV, sem disputar espaço com o decodificador ou a caixa de som. Para quem mora em apartamento pequeno, isso pesa: o video game fica sempre ligado no cabo, pronto para a próxima partida, em vez de voltar para o armário.
Domingo à tarde no sofá, com dois controles
A cena mais comum é a sala de casa: o pai ou a mãe liga o console na TV, mostra para a criança como pular de plataforma em plataforma e, meia hora depois, está perdendo a disputa. Jogos curtos, com fases rápidas, encaixam bem nesse tipo de sessão.
O aparelho também anima encontros de amigos de mais de 30 anos, que fazem campeonato de luta ou de corrida enquanto relembram a locadora do bairro. Na casa de praia ou no sítio, por ser pequeno, vai na mala junto com os cabos.
Como os controles são com fio, o ideal é sentar perto da TV. Um ponto prático: o ícone da caixa indica saída AV, aqueles cabos coloridos de vídeo e áudio. Muitas TVs novas não têm essa entrada, e aí é preciso um adaptador de AV para HDMI.
Do saudosista ao gamer mirim
O presente fala direto com adultos que tiveram, ou quiseram ter, um video game nos anos 1990. Pais, tios e padrinhos dessa geração costumam se emocionar mais do que a criança. Para os pequenos, a partir da idade em que já seguram bem o controle, os gráficos simples e a jogabilidade direta são um bom começo.
Quem não vai gostar? O gamer acostumado a consoles atuais, que espera gráficos modernos e jogo online, pode achar a experiência limitada. E o colecionador que faz questão de produto oficial também não será atendido aqui, porque a caixa da foto é de um console genérico.
Datas em que a nostalgia ganha a disputa
No Dia dos Pais, ele acerta com o pai que vive contando como zerava jogos difíceis. No Dia das Crianças, funciona como primeiro video game, simples e sem compras dentro do jogo.
Em um aniversário de 30 ou 40 anos, vira centro da festa: ligado na TV, ele junta os convidados em volta do sofá. No amigo secreto da firma ou da turma, é daqueles presentes que geram fila de gente querendo testar.
E no Natal, as férias escolares deixam tempo de sobra para maratonas de dezembro. Para quem prefere algo diferente na mesma data, há as joias em prata 925 de Natal e outras opções em games e consoles.
Entrega com clima de locadora
A caixa original já é chamativa, então um papel de presente simples e uma fita colorida bastam. Se quiser surpreender, embrulhe em papel com estampa de pixel ou cubra com folhas de revista antiga.
Itens que completam o presente: um adaptador de AV para HDMI, se a TV de quem recebe for nova; um filtro de linha; e um saquinho de pipoca para a primeira sessão. Para crianças, um pôster com os personagens dos jogos de plataforma pode decorar o quarto.
Sugestão de cartão: "Lembra da locadora? Agora ela cabe na palma da mão. Te desafio na primeira fase."
Cuidados para o console durar
Guarde o console longe de umidade e da poeira, que entra pelas entradas de controle. Na hora de desligar, use o botão do aparelho antes de puxar o cabo da tomada.
Os fios dos controles são o ponto mais frágil: evite puxar o controle pela ponta do cabo e não deixe que fiquem dobrados atrás de móveis. Para limpar o plástico cinza, um pano seco ou levemente umedecido em água resolve; álcool pode manchar. Em casa com criança pequena, guarde depois do uso, para o cabo não virar armadilha no chão.
Pontos que merecem atenção no anúncio
Peça a lista de jogos antes de comprar. O número 620 costuma incluir repetições e variações do mesmo título, e o nome fala em 8 bits, enquanto o Super Nintendo original era de 16 bits. Ou seja, espere jogos da geração anterior.
Confira também a saída de vídeo (a caixa indica AV), se a fonte vem inclusa, a tensão e o comprimento dos fios dos controles. Se for importante ter produto oficial, este não é o caso, pela embalagem mostrada.








